Dunga aprova retorno de Ronaldinho à Seleção

No mesmo dia em que seu antigo auxiliar, o tetracampeão mundial Jorginho, deu uma longa entrevista ao site Globoesporte.com comentando o trabalho de Mano Menezes na Seleção, Dunga também reapareceu. Mais uma vez, claro, como vem sendo desde o fim da última Copa, em contato apenas com a imprensa gaúcha.

O treinador, que tem o seu nome especulado para substituir Fernandão no Inter, participou neste domingo do programa ‘Concentração’, da rádio Guaíba, e foi perguntado sobre o momento de Ronaldinho no Atlético Mineiro.

“Pelo que ele (Ronaldinho) está jogando agora, sendo um dos melhores do Brasileiro, sem dúvida está buscando o seu espaço. (Chamaria o Ronaldinho) Com certeza, para que ele mostrasse na Seleção o que está mostrando no Atlético”.

Ronaldinho foi uma das grandes polêmicas da passagem de Dunga pelo comando da equipe. Fora de forma, a sua convocação para os Jogos Olímpicos de Pequim foi imposta na época pelo ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Zezé Perrella pode entrar na briga para levar Alex ao Cruzeiro

As cartas dos quatro times que buscam repatriar Alex para o futebol brasileiro são conhecidas.

Coritiba: time do coração, onde começou e sua família mora, e o primeiro a procurá-lo, ainda no meio do ano, apresentando um projeto para o seu retorno

Palmeiras: o técnico Gilson Kleina é padrinho de seu casamento, o desafeto Felipão não está mais no clube e foi onde surgiu para o mundo

Cruzeiro: conquistou quase tudo em Belo Horizonte após chegar desacreditado e encontrar dificuldade na época para atrair interessados em seu futebol

Grêmio: responsável por levá-lo para a Toca da Raposa, Vanderlei Luxemburgo está agora no comando do time tricolor, com a Libertadores e a montagem de um grupo forte para o ano que vem no horizonte

No desembarque em Curitiba no último sábado, Alex confirmou que a sua decisão já está tomada e será anunciada dentro de uma semana. A declaração do ex-jogador do Fenerbahce frustra dirigentes de Palmeiras e Cruzeiro, que esboçaram o desejo de ir até Istambul, na Turquia, se reunir com ele e foram informados de que deveriam esperar a sua chegada ao Brasil. A princípio, o Coritiba é o seu destino mais provável. Segundo o amigo e repórter especial da Gazeta do Povo, Leonardo Mendes Júnior, o meio-campista estaria apalavrado com a diretoria coxa-branca.

Ainda assim, os outros três times que correm por fora podem ir atrás de novas cartas na tentativa de convencê-lo. Uma dessas alternativas vem do Cruzeiro, onde o ex-presidente celeste, Zezé Perrella, admite entrar no circuito fazendo uso de sua proximidade com o atleta para levá-lo mais uma vez para a Toca da Raposa. O atual senador descarta o papel de investidor, mas se coloca à disposição para procurar o meia.

2013 pode ser o ano de Luxemburgo

Anderson Pico é discreto em suas entrevistas. Não costuma olhar nos olhos do repórter. Foi assim na quinta-feira, ao deixar o gramado da Ilha do Retiro, no intervalo do jogo entre Grêmio e Sport, e comentar o gol que dava a vitória parcial ao time gaúcho. “Nos treinos, ele (Luxemburgo) sempre pede que eu bata de fora da área. Deu certo”.

A reviravolta na carreira do lateral-esquerdo, que, até pouco tempo atrás, chamava mais a atenção pela luta contra o sobrepeso e a vida agitada na noite, é mérito de Vanderlei Luxemburgo. Pico não estava nos planos do treinador. Julio Cesar, lesionado, e Fábio Aurélio, recém-chegado do Liverpool, eram as suas alternativas para aquele lado do campo. Ambos acabaram sofrendo problemas físicos. O diretor-executivo, Paulo Pelaipe, e o superintendente, Antônio César Verardi, então, trouxeram o nome de Anderson ao comandante tricolor. Ele aceitou testá-lo. Mas só após uma conversa olho no olho, mais ou menos como as que incomodam o lateral. “Se você falhar, está ferrado comigo”, foi mais ou menos o que ouviu de Luxa.

Anderson Pico não falhou. É um dos destaques do Grêmio que agora briga – ou pelo menos diz brigar – com o Fluminense pelo título do Brasileirão. E também uma prova de como Porto Alegre fez bem a Luxemburgo. Recuperou Pico, fixou Gilberto Silva na zaga, dispensou Victor e deu a titularidade a Marcelo Grohe, encontrou o posicionamento ideal para Fernando, apostou em Elano e tirou os holofotes de Kleber Gladiador.

O Grêmio não será campeão brasileiro. Nem mesmo Luxemburgo acreditava nisso algumas rodadas atrás. Via com desconfiança a liderança do Atlético Mineiro. Não apostava que o Fluminense passaria à frente, mas tinha curiosidade em saber como o Galo se comportaria se isso acontecesse. Agora vê o resultado. Até o seu time deixou a equipe alvinegra pelo caminho. É um grupo que, ele assegura, carrega o DNA de campeão.

Algo talvez a ser revelado em 2013. Não neste ano. O Grêmio tem tudo para vir muito forte na próxima temporada. Assim como Luxemburgo. Nem mesmo aquela que vem sendo propagandeada como as maiores eleições presidenciais da história do clube tiram o brilho do seu time. Existia uma dúvida sobre o que ocorreria com o atual trabalho em caso de vitória da oposição. Não existe mais. O treinador pediu e os três candidatos selaram apoio a seu nome. É um Luxa diferente, que, pela primeira vez em muito tempo, tem à sua frente a figura de um diretor remunerado, que impõe obstáculos em sua participação na gestão da equipe. E possivelmente por isso um Luxemburgo mais focado no futebol.

2013 vem aí. Com ele, garantem, quatro reforços de peso para comemorar a inauguração da Arena tricolor. Será um ano histórico para o Grêmio. E pode ser o ano da reviravolta de Vanderlei Luxemburgo.

Na torcida por acerto com Coritiba, irmão de Alex teve passagem recente em time de várzea ligado ao Atlético Paranaense

Responsável até aqui pelas declarações mais esclarecedoras sobre o futuro do meia Alex, o irmão do jogador, Alexandre de Souza, já foi atleta do mesmo Coritiba que ele indica como possível destino do craque que está de saída do Fenerbahce, da Turquia.

As semelhanças entre suas carreiras, no entanto, param por aí. Alex deslanchou e ganhou o mundo. Alexandre, mais conhecido como Taxinha, acabou tendo a sua trajetória abreviada em 2003, quando atuava pelo Suzano, no interior paulista, e se lesionou em jogo-treino contra o Flamengo-SP, após uma queda que resultou numa grave lesão em seu ombro esquerdo. O zagueiro, ainda assim, não abandonou o futebol totalmente.

Neste ano, ele voltou a se arriscar nos campos pela equipe do Bairro Alto na Suburbana, um dos maiores campeonatos de várzea do Brasil e que acontece em Curitiba. Foi dispensado depois de três partidas. Curiosamente, o time que defende título está estreitamente ligado aos rivais do Coxa, o Atlético Paranaense. Um de seus investidores, torcedor fanático do Furacão, resolveu homenagear o grupo campeão brasileiro em 2001 e, entre outros, contratou Alex Mineiro, Douglas Silva, Marcão, Souza e Rogério Correia, e tentou ainda o ex-volante Cocito. O comando dos veteranos fica a cargo do capitão daquela equipe, Nem.

Ronaldo não abandona briga contra a balança nem mesmo em passagem pela Inglaterra

Nem mesmo em compromissos fora do país o ex-jogador Ronaldo Fenômeno vem deixando de lado o compromisso que assumiu com o programa Fantástico, da TV Globo, de perder peso. Estrela do quadro “Medida Certa”, o craque esteve na manhã desta quarta-feira em evento realizado no estádio Stamford Bridge, do Chelsea, em Londres, com alguns dos principais dirigentes do mundo futebol.

Ao lado do recém-aposentado Fabrice Muamba, que se retirou dos gramados por conta de problemas cardíacos, ele abriu o seminário falando sobre a Copa do Mundo de 2014 e não se furtou de comentar também o desempenho da Seleção. Entre outras coisas, admitiu que a fase do time de Mano Menezes não é boa e brincou que, se a motivação de atuar em casa não for suficiente para Neymar e companhia, voltará a colocar as chuteiras para ajudar a equipe a se recuperar.

Ronaldo encerrou a sua participação se despedindo e comunicando que iria gravar em seguida mais um capítulo de sua saga no Fantástico para chegar aos 98kg até o final do ano. O maior artilheiro da história dos Mundiais pesava 118kg no início do programa.

Alguns dirigentes brasileiros marcam presença no evento chamado de “Leaders in Football”. Os diretores de marketing de Grêmio e Inter, Paulo César Verardi e Jorge Avancini, e o gerente de Arenas do Fluminense, Carlos Eduardo R. Moura, são três exemplos.

Por que o Grêmio desistiu de receber R$ 30 milhões de Ronaldinho

O Grêmio queria renovar com Ronaldinho Gaúcho, tentou, insistiu para depois descobrir que o craque já havia assinado um pré-contrato com o PSG. O clube, então, ingressou com um processo contra o atleta que lhe renderia R$ 30 milhões. Ganhou a causa, mas desistiu. O episódio nunca foi muito bem explicado, mas um dos dirigentes da época, hoje envolvido na briga pela presidência da equipe ao lado do atual mandatário, Paulo Odone, e do experiente Fábio Koff, resolveu explicar a história. Homero Bellini Júnior detalhou a polêmica em seu blog. Guardadas as devidas proporções, algumas passagens lembram a saída de Paulo Henrique Ganso do Santos. Confira abaixo o post na íntegra.

“Algumas pessoas nos questionam muito sobre o “Caso Ronaldinho”. Pois bem, esclarecendo todos os detalhes desse episódio, aí vai um pouco de história para todos vocês.

O contrato do Ronaldinho com o Grêmio foi firmado em fevereiro de 1998, mais precisamente em 16/02/98. Foi na gestão Cacalo e foi muito bem feito, eis que realizado no limite de prazo previsto pela legislação em vigor, que era de três anos.

Através desse contrato, ele receberia R$ 20.000,00 (vinte mil reais) nos doze meses iniciais do pacto; R$ 30.000,00 (trinta mil reais) entre 16 de fevereiro de 1999 e 15 de fevereiro de 2000; e R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais) a partir de 16 de fevereiro de 2000 até o termo final do contrato, que ocorreria em 15/02/01.

Ele foi reserva do Grêmio em todo o ano de 1998 e no início de 1999 e só assumiu a titularidade ao final do Gauchão de 99, sendo o grande responsável pelo título, com duas atuações memoráveis nos dois últimos Gre-Nais havidos no Olímpico. Isso lhe rendeu, um dia após o título, a convocação para a Seleção no jogo contra a Venezuela, onde ele fez aquele golaço que virou vinheta de televisão.

Em 1998 a torcida não o reclamava. O xodó do torcedor era o Tinga, especialmente depois de fazer, aqui no Olímpico, dois gols driblando quase todo o time adversário. Um deles foi contra o Sport Recife. O Ronaldinho, quando entrava, visívelmente sentia o peso da pressão de ter de ser o craque que todos esperavam.

Em 1999 ele começou na reserva, inclusive durante a Copa Sul, título ganho pelo Grêmio. Aqui o vice-jurídico era Antônio Vicente Martins. Em 2000, Antônio Vicente Martins assume o futebol e Roberto Bersch fica como vice-jurídico no primeiro semestre e Homero Bellini Junior no segundo.

No dia 02/05/00, atendendo pedido de Antônio Vicente, foi feita uma carta, redigida por Homero, certamente em razão de algum impedimento do então vice Roberto, através da qual era oferecido para o Ronaldinho um aumento, já a partir de maio/2000, de 100% do salário, ou seja, ele passaria a ganhar R$ 90.000,00 por mês.

Apresentada essa carta a ele, pelo vice de futebol Vicente, Ronaldinho simplesmente se negou a dar seu aceite, referindo que estava satisfeito com seu salário e que não era preciso o aumento. Nunca se viu alguém fazer isto. A partir daí, ficou claro que algo estava errado e que seu medo, provavelmente, era o de não deixar aumentar sua multa rescisória, eis que a mesma era calculada sobre o valor do salário.

Nesse ínterim, chega uma proposta efetiva de compra dele, salvo melhor juízo, feita pelo Milan. Estamos falando de proposta concreta e não daquela história do fax que foi tão divulgada na época.

Chamada para tratar do assunto, D. Miguelina, mãe dele, refere não aceitar a venda, eis que o Ronaldinho era muito jovem e tinha de ficar no Grêmio mais algum tempo, a fim de ter maturidade para poder jogar no exterior. Segundo ela, não queriam repetir o erro havido com o Assis, que havia ido muito jovem para fora e não tinha dado certo por força da imaturidade.

A partir daí se inicia a tentativa de renovação antecipada do contrato dele, sempre com as manifestações da família de que não havia pressa, que ele amava o Grêmio, que era feliz aqui e que era óbvio que o contrato seria renovado sem problemas. Depois se soube que, desde maio ou junho/00, ele já tinha um pré-contrato assinado com o PSG.

Nesse momento, Homero já estava como vice-jurídico (desde 01/07/00) e, mesmo que o Grêmio já tivesse claro que Ronaldinho estava tramando algo, nada podia ser feito, eis que toda e qualquer atitude do Clube passava pela anuência dele (renovação ou venda) e para que o Clube tomasse qualquer medida judicial era necessária uma razão concreta, o que até então não existia.

Finalmente, em dezembro/00, a família concorda em sentar para tratar de sua renovação e nomeiam como interlocutor o Dr. Sérgio Neves, não tendo se chegado a qualquer acordo para renovar o contrato. Somente no finalzinho de janeiro ou início de fevereiro de 2001 foi que o Clube teve a arma necessária para entrar em Juízo contra ele.

O Grêmio estava em Curitiba para um jogo pela Copa Sul Minas contra o Coritiba quando foi publicada, na página oficial do PSG na internet, uma notícia dando conta de que estavam levando para Paris, de graça, o melhor jogador do Brasil.

Com essa notícia na mão, o Grêmio ingressou, em 07/02/01, com uma cautelar que visava, em sede de liminar, que ele fosse impedido de atuar por qualquer clube do mundo sem que o Grêmio recebesse os valores a que fazia jus, eis que ainda em vigor a lei do passe.

Essa liminar foi deferida, em despacho de 16 folhas. Qualquer pessoa ligada ao Direito sabe que não é usual um despacho de liminar em 16 folhas. A liminar foi tão bem fundamentada, eis que quase esgotou a matéria, que não foi cassada pelo Ronaldinho em nenhuma instância (TRT e TST), tendo perdurado até a prolação da sentença. Ronaldinho ficou quase sete meses sem jogar futebol, fato único até hoje.

Essa ação foi a única, em todo o judiciário brasileiro, até hoje, onde um clube ganhou de um jogador e o manteve fora dos gramados por tanto tempo, sem que ele pudesse exercer sua profissão. O atleta chegou a ser ameaçado pelo Felipão de não ir à Copa de 2002, eis que estava treinando em academias.

Depois, em 09/03/01, o Grêmio ingressou com uma ação declaratória condenatória. No dia 31/07/01, foi prolatada a sentença que julgou os pedidos de todas as ações, tanto as do Grêmio contra ele como as dele contra o Grêmio. Essa sentença o condenou a pagar pra o Grêmio uma quantia de mais de R$ 30.000.000,00 em função do cálculo nela contigo.

Abaixo segue reproduzida a parte final da referida sentença:

”ANTE O EXPOSTO, o Juízo da 26ª Vara do Trabalho de Porto Alegre julga IMPROCEDENTES a Ação Declaratória de Nulidade da Fixação do Passe, intentada por RONALDO DE ASSIS MOREIRA contra GRÊMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE, nos termos da fundamentação supra, e, procedente a Ação Consignatória e PROCEDENTE EM PARTE a Ação Cautelar e a Ação Declaratória intentadas por GRÊMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE contra RONALDO DE ASSIS MOREIRA, nos termos da fundamentação que integram o decisum:

a) declara que o autor, GRÊMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE, é detentor do direito adquirido ao passe do requerido RONALDO DE ASSIS MOREIRA, ainda após o término do contrato de trabalho vigente entre ambos e mesmo depois da vigência do § 2° do art. 28 da lei 9.615/98 com a redação dada pela Lei 9.981/00;

b) declara o direito constitucional do atleta de livre exercício da profissão, determinando seja oficiado à Confederação Brasileira de Futebol de que não mais subsistem os procedimentos acautelatórios antes determinados, devendo aquela entidade, sendo solicitada, expedir o competente atestado liberatório ao atleta RONALDO DE ASSIS MOREIRA para que o mesmo firme contrato livremente com entidade de prática esportiva nacional ou estrangeira;

c) condena o reclamado a pagar ao reclamante, no momento em que firmar contrato com outra entidade de prática desportiva, indenização compensatória do valor do passe que será apurada em liquidação de sentença, mediante os seguintes critérios: o valor da média aritmética entre: a média salarial mensal, computados para tanto os valores dos 24 meses, conforme proposta da empresa à fl. 33 do processo 00126.026/01, excluídas as luvas, e a média dos salários pagos ao reclamado no último trimestre da vigência do contrato de trabalho; multiplicado o resultado (média aritmética) pelo valor 72, acrescido do adicional de 30% calculado sobre o montante obtido;

d) oficie-se à CBF dando conhecimento da condenação do atleta à presente indenização para que a Confederação Brasileira de Futebol cientifique, oficialmente, a FIFA da mesma;

e) o reclamado ficará, contudo, isento da presente condenação se a agremiação autora receber indenização pela formação de atleta a ser paga pela eventual contratante, em valor igual ou superior ao ora definido, decorridos até trinta dias do trânsito em julgado da presente decisão.

Custas de R$ 1.037,96 que incidem sobre os valores atribuídos à causa nas ações ora julgadas, de R$ 51.898,16, que serão suportados pelo atleta. Liberem-se, por alvará, ao reclamado os valores até o presente depositados pelo autor. Libere-se, também, o reclamante do encargo de continuar consignando os salários do reclamado. Sentença proferida pela Juíza do Trabalho Substituta Antônia Mara Vieira Loguercio. Transitada em julgado, cumpra-se. Intimem-se as partes. Expeça-se ofício à 4a Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre, com cópia da presente sentença. Ata juntada em audiência. Nada mais.

Antônia Mara Vieira Loguercio

Juíza do Trabalho Substituta”

Basta, portanto, a leitura do texto acima para que se veja que os advogados que atuaram no processo, integrantes do Departamento Jurídico do Grêmio à época, representaram muito bem o Clube, que ganhou a ação. Era um tempo em que os integrantes do jurídico trabalhavam de graça, com claro prejuízo pessoal e profissional. Foram muitas madrugadas e muitos finais de semana trabalhando pelo Grêmio nesse e em outros processos.

Estavam naquele jurídico, além de Homero Bellini Junior, Roberto Bersch, Fernando Hackmann Rodrigues, Cláudio Leite Pimentel, Luiz Augusto Franciosi Portal, Cláudio Paim dos Santos, Luciano Benetti Correa da Silva, Edson Berwanger, José Vicente Contursi, Luiz Fernando dos Santos Moreira, Marcelo de Liz Maineri e Rafael Vallandro, dentre outros.

Em setembro de 2001, após uma reunião na FIFA onde Ronaldinho seguiu impedido de jogar, o Sindicato dos atletas profissionais da França disse para a FIFA que, se ele não fosse liberado e o Grêmio não desistisse da ação no Brasil, eles ingressariam com uma demanda judicial em Zurique contra a FIFA. Essa última, por sua vez, temerosa pelas consequências, disse ao Grêmio que ou ele desistia da ação ou ela lavaria as mãos, sequer fixando o valor a que o Grêmio faria jus pela formação do atleta.

Na época, o Grêmio não tinha dinheiro para nada, eis que a ISL já havia quebrado. De fato, não tínhamos sequer dinheiro para comprar o papel higiênico dos banheiros. Havia risco de perda de jogadores pela falta de capacidade de honrar os débitos previdenciários. Achou a diretoria, então, por bem, em desistir da ação e receber o valor arbitrado pela FIFA, que foi de cinco milhões e meio de dólares.

Essa é a verdade sobre o caso Ronaldinho.

Esperamos ter esclarecido todos vocês”

Fonte: http://www.homeropresidente.com.br/366/